Transtorno de Pânico
O “Transtorno de pânico” é caracterizado segundo a OMS como ataques recorrentes de ansiedade que ocorrem de forma imprevisível, e em situações indeterminadas.
Durante esses ataques ocorrem algumas manifestações físicas como: Falta de ar, sensação de sufocamento, palpitações ou taquicardia, náuseas, vertigem, desmaio, dores, calafrios, entre outros sintomas, que acabam levando o sujeito a ter a sensação de que está morrendo ou perdendo o controle.
Em uma perspectiva psicanalítica, podemos entender o pânico como uma neurose de angústia, onde o sujeito vivencia manifestações corporais e ataques de angústia, sem representação psíquica. Nas crises de pânico não há um objeto externo a qual o sujeito teme, mas sim interno, causando então um sentimento de angústia e desamparo.
As crises de pânico, inicialmente podem parecer sem significados, visto que surgem inesperadamente. Por isso muitas vezes quando o sujeito relata sua experiência com as crises, é como se fosse um acontecimento alheio a sua vivência, sem conexão com suas emoções ou sua vida, quase como uma doença contagiosa.
Em um processo terapêutico o caminho em direção a tentativa de apaziguamento das crises seria o de levar o paciente a se envolver no seu sofrimento para que possa encontrar um significado nos seus sintomas, assim como encontrar outras formas de expressar seus sentimentos.
RIBEIRO, Maria Mazzarello Cotta. Neurose de angústia e transtorno de pânico. Reverso,
Belo Horizonte , v. 31, n. 58, p. 43-51, set. 2009
